A Iberia decidiu prolongar até 30 de junho de 2027 a suspensão temporária dos voos entre Madrid e Havana, devido às dificuldades de abastecimento de combustível que continuam a afetar Cuba.
A companhia aérea espanhola tinha anunciado em abril a interrupção da ligação, inicialmente prevista pelo menos até novembro de 2026. Na altura, a Iberia justificou a decisão com a situação vivida na ilha, caracterizada por problemas no abastecimento e uma redução da procura.
Num comunicado divulgado esta quarta-feira, 19 de agosto, a transportadora confirmou que a suspensão da ligação de e para Havana foi agora estendida até ao final de junho do próximo ano.
A Iberia não é a única companhia a ajustar as suas operações para Cuba. Transportadoras como a espanhola World2Fly, a Air Canada e a Air France também adotaram medidas semelhantes perante as dificuldades operacionais no país.
A escassez de combustível tem obrigado algumas aeronaves que operam para Cuba a realizar escalas técnicas para reabastecimento durante os voos de regresso, aumentando a complexidade das operações.
A situação energética cubana agravou-se significativamente ao longo deste ano, num contexto de dificuldades no acesso ao petróleo e de uma profunda crise económica. A ilha enfrenta ainda inflação elevada, cortes frequentes no fornecimento de eletricidade e dificuldades no acesso a alimentos e medicamentos.
As autoridades cubanas atribuem parte dos problemas ao agravamento das sanções e do embargo norte-americano, enquanto outros fatores incluem a baixa produtividade da economia e a quebra da atividade turística.
Com a suspensão prolongada da Iberia, a conectividade aérea entre Espanha e Cuba continuará condicionada durante grande parte de 2027, dependendo a retoma da ligação da evolução das condições de abastecimento e da procura.





