A Wizz Air registou um prejuízo líquido de 198,2 milhões de euros no primeiro trimestre do exercício fiscal de 2027, correspondente aos três meses terminados a 30 de junho de 2026. No período homólogo, a companhia tinha alcançado um lucro de 38,4 milhões de euros.
O resultado operacional passou igualmente de um lucro de 27,5 milhões para um prejuízo de 183,3 milhões de euros, refletindo sobretudo a subida do preço do combustível, o aumento das depreciações, as perdas cambiais e a redução da receita por lugar disponível.
Os custos com combustível cresceram 39%, atingindo 610,5 milhões de euros. As despesas operacionais totais aumentaram 21%, para 1,69 mil milhões de euros.
Apesar dos resultados negativos, a Wizz Air transportou 21,2 milhões de passageiros, mais 25,1% do que no mesmo período do ano anterior. As receitas cresceram 5,5%, para 1,51 mil milhões de euros, enquanto a taxa de ocupação se manteve praticamente estável nos 90,9%.
A frota chegou às 267 aeronaves no final de junho, após a entrada de oito Airbus A321neo e dois A321XLR durante o trimestre. A companhia continuava, contudo, com 27 aeronaves imobilizadas devido às inspeções dos motores Pratt & Whitney GTF.
Para o segundo trimestre, a Wizz Air prevê aumentar a capacidade em cerca de 20%, embora antecipe uma nova descida da receita por lugar disponível. A companhia admite que a pressão provocada pelos elevados preços do combustível deverá continuar a afetar os resultados nos próximos meses.





