Os primeiros 19 cidadãos portugueses retirados da Venezuela na sequência dos fortes sismos que atingiram o país chegaram, na madrugada desta terça-feira a Lisboa.
O avião Embraer KC-390 da Força Aérea Portuguesa aterrou às 05h18, depois de cumprir a missão de repatriamento.
Na segunda-feira, o ministro da Defesa, Nuno Melo, tinha anunciado o regresso de 17 portugueses. No entanto, o número foi posteriormente atualizado para 19 passageiros. Inicialmente, estava prevista a aterragem da aeronave na Base Aérea de Beja, mas o voo acabou por terminar em Lisboa, com desembarque no AT-1 em Figo Maduro.
Este grupo representa os primeiros portugueses repatriados desde os sismos que abalaram a Venezuela em 24 de junho. De acordo com o balanço oficial mais recente, divulgado na segunda-feira pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, a tragédia provocou pelo menos 1.719 mortos e 5.034 feridos.
Entre as vítimas mortais encontram-se, pelo menos, 53 portugueses e lusodescendentes, enquanto 89 continuam desaparecidos ou sem contacto conhecido.
As Nações Unidas estimam que o número de desaparecidos ultrapasse as 50 mil pessoas.
Na resposta à catástrofe, Portugal e vários outros países da União Europeia mobilizaram equipas de busca e salvamento para apoiar as autoridades venezuelanas.
Nuno Melo afirmou ainda que as Forças Armadas Portuguesas permanecem disponíveis para reforçar a operação humanitária, disponibilizando meios e equipamentos sempre que solicitado. Segundo o ministro, até ao momento os pedidos recebidos têm incidido sobretudo em apoio logístico e no transporte de pessoas e material.
O governante acrescentou igualmente que, até agora, o Estado português não recebeu qualquer pedido de apoio para a trasladação para Portugal de cidadãos portugueses ou lusodescendentes que perderam a vida na sequência dos sismos.




