O presidente do manifestou preocupações quanto ao impacto laboral de uma eventual privatização da TAP Air Portugal, defendendo que o futuro comprador da companhia deverá garantir estabilidade nas relações com os trabalhadores e capacidade de gestão sustentável a longo prazo.
Durante uma conferência dedicada ao futuro da transportadora aérea portuguesa, o responsável sindical referiu que o sindicato dos pilotos não se opõe à privatização, mas também não assume uma posição favorável sem conhecer em detalhe as condições do processo e os compromissos dos potenciais investidores.
Entre as principais preocupações levantadas esteve a relação entre a Lufthansa Group e os sindicatos alemães, com o dirigente do SPAC a recordar os recentes conflitos laborais envolvendo pilotos da companhia germânica, incluindo greves relacionadas com fundos de pensões e negociações salariais.
Segundo o responsável, o sindicato transmitiu ao Governo português as suas reservas relativamente à estabilidade laboral caso a Lufthansa venha a assumir uma posição na TAP, defendendo que o executivo deve analisar cuidadosamente a capacidade financeira, operacional e social dos candidatos à privatização.
O presidente do SPAC considerou ainda que muitos dos atuais problemas estruturais da TAP resultam das decisões tomadas no período pós-COVID, apontando falhas ao nível da gestão intermédia, perda de profissionais qualificados e limitações impostas pelo facto de a companhia continuar sujeita a regras do setor público.
Apesar das críticas, reconheceu que a atual administração da TAP tem procurado melhorar o relacionamento com os trabalhadores, sublinhando, no entanto, que a companhia necessita de investimento e reforço de recursos humanos para melhorar a eficiência operacional.
Durante a intervenção, o dirigente sindical admitiu também que, na perspetiva dos pilotos, uma privatização total poderia evitar interferências políticas na gestão da companhia aérea portuguesa.




