A Boeing e a sua subsidiária Millennium Space Systems anunciaram a expansão da capacidade de produção e o reforço do portefólio de satélites, com o objetivo de responder à crescente procura nos mercados governamental e comercial.
A estratégia passa por acelerar os processos de fabrico e oferecer soluções mais flexíveis, permitindo aos clientes colocar em órbita novas capacidades de forma mais rápida e adaptável. O grupo pretende atingir um total de 26 entregas de satélites em 2026, reforçando o ritmo de produção.
Como parte deste plano, foi apresentada a Resolute, uma nova plataforma de satélite de classe média, concebida para missões que exigem mais capacidade do que os pequenos satélites tradicionais, mas com maior rapidez e flexibilidade do que os programas de grande escala.
A nova plataforma baseia-se em tecnologias já testadas em órbita e em componentes comuns desenvolvidos pela Millennium, permitindo uma maior eficiência na produção e adaptação a diferentes tipos de missão, incluindo comunicações e observação.
Segundo Kay Sears, responsável pela área de espaço da Boeing, o objetivo é alinhar a operação com um mercado que exige maior rapidez e flexibilidade, aumentando a capacidade produtiva e diversificando a oferta.
Também Tony Gingiss destacou a importância de criar uma arquitetura comum e escalável, capaz de responder a diferentes necessidades operacionais, mantendo simultaneamente o foco na execução dos contratos já existentes.
Com mais de 60 anos de experiência no setor espacial, a Boeing continua assim a investir em tecnologia, produção e novas arquiteturas, numa altura em que a procura por soluções espaciais mais ágeis e adaptáveis continua a crescer.





