Um voo da TAP foi forçado a regressar ao aeroporto de partida após um incidente envolvendo um cigarro eletrónico que provocou um incêndio a bordo, poucos minutos depois da descolagem em Londres.

O caso aconteceu a 8 de fevereiro, mas só agora foi tornado público no boletim trimestral do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários (GPIAAF), divulgado na passada quinta-feira.

De acordo com o relatório, a aeronave, um Airbus A320 com matrícula CS-TNJ, realizava uma ligação comercial entre Londres e o Porto quando, durante a fase inicial de subida, a tripulação de cabine situada na parte traseira detetou um intenso odor a queimado e comunicou de imediato ao chefe de cabine.

O alerta chegou rapidamente ao cockpit, levando ao reforço da equipa de cabine na zona afetada. Entretanto, alguns passageiros levantaram-se, acabando por dificultar a circulação no corredor.

A origem do problema foi identificada numa bagagem de mão colocada no compartimento superior, onde se verificava um foco de incêndio. A tripulação conseguiu controlar a situação com um extintor, extinguindo as chamas e dissipando o fumo em pouco tempo.

Perante o sucedido, o avião regressou ao aeroporto de Gatwick, onde aterrou em segurança cerca de 14 minutos após a descolagem. À chegada, equipas de emergência procederam à inspeção da aeronave e retiraram a bagagem para análise.

As investigações concluíram que o incêndio teve origem num dispositivo de cigarro eletrónico transportado no interior da mala.

Depois de confirmadas as condições de segurança e o bem-estar de todos a bordo, o voo foi retomado com destino ao Porto.

Na altura, o site Aviation Herald já tinha noticiado o incidente, referindo inicialmente a existência de um fogo na zona da cozinha. Segundo a mesma fonte, a aeronave voltou a partir cerca de duas horas e 45 minutos depois, chegando ao destino final com um atraso semelhante.