A Federal Aviation Administration (FAA) certificou, um aumento do peso máximo à descolagem (MTOW) para os modelos Boeing 787-9 Dreamliner e Boeing 787-10 Dreamliner, permitindo ampliar a capacidade operacional destas aeronaves. Com esta alteração, as companhias aéreas poderão transportar mais carga paga ou operar voos de maior distância.
De acordo com a Boeing, as primeiras unidades já produzidas com esta nova capacidade encontram-se na fase final de preparação para entrega. A fabricante sublinha que a atualização resulta de pedidos diretos das companhias aéreas, que procuravam maior flexibilidade nas suas operações.
John Murphy, engenheiro-chefe do programa 787, explicou que o projeto surgiu precisamente dessas solicitações: algumas companhias pretendiam que o 787-10 fosse capaz de realizar rotas mais longas, enquanto outras queriam aumentar a capacidade de carga do 787-9, mesmo que isso implicasse ajustes no alcance. Segundo o responsável, a solução desenvolvida responde a ambas as necessidades.
A Air New Zealand, cliente de lançamento do 787-9, será uma das primeiras a tirar partido desta melhoria. Baden Smith, responsável pela Estratégia, Rede e Frota da companhia, destacou o entusiasmo com a conclusão da montagem da primeira aeronave com o novo MTOW, que se prepara agora para inspeções finais e testes de voo. Salientou ainda que esta evolução permitirá transportar mais carga em rotas de ultra longo curso, reforçando os objetivos da companhia em termos de comércio, turismo e conectividade para a Nova Zelândia.
A Boeing indicou também que todos os 787-9 e 787-10 montados a partir de dezembro de 2025 já possuem capacidade estrutural para operar com o peso aumentado. No entanto, o peso certificado de operação será definido individualmente para cada avião, podendo influenciar custos como taxas aeroportuárias e planeamento de rotas. Assim, as companhias poderão decidir ativar ou não esta capacidade no momento da entrega ou posteriormente.
A família 787 já oferece até 25% mais eficiência de combustível face aos modelos que normalmente substitui. Com o aumento do MTOW, essa eficiência mantém-se, ao mesmo tempo que se verifica um ganho de desempenho.
No caso do 787-9, o acréscimo de cerca de 4.540 kg permite transportar aproximadamente mais três toneladas de carga útil ou aumentar o alcance em mais de 560 quilómetros. Já o 787-10 beneficia de um aumento de cerca de 6.350 kg, o que se traduz em até cinco toneladas adicionais de carga ou mais de 740 quilómetros de alcance extra.
Desde a sua entrada em serviço, a família Boeing 787 Dreamliner já possibilitou a criação de mais de 530 novas rotas diretas. Darren Hulst, vice-presidente de Marketing Comercial da Boeing, afirmou que, com esta melhoria, estas aeronaves não só voam mais longe, como também alargam as possibilidades operacionais, permitindo às companhias abrir novas rotas, chegar a mercados menos servidos e repensar a forma como ligam diferentes pontos do mundo.





