Campo de Tiro da Força Aérea

O campo de tiro da Força Aérea Portuguesa atualmente localizado em Alcochete vai ser desativado e transferido para o concelho de Alter do Chão. A decisão foi anunciada pelo ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo.

A mudança decorre da construção do futuro aeroporto internacional de Lisboa, designado Aeroporto Luís de Camões, que será implantado nos terrenos atualmente ocupados pelo campo de tiro.

Segundo o governante, a nova infraestrutura deverá ocupar cerca de 7.500 hectares e resultou de um entendimento com a autarquia local. A instalação implicará a deslocação de aproximadamente 200 militares, acompanhados pelas respetivas famílias, para o concelho alentejano.

Apesar de confirmar que o investimento será suportado pelo Estado, o ministro não avançou, para já, com valores concretos. Ainda assim, sublinhou que o projeto terá impacto no desenvolvimento local, prevendo-se a construção de infraestruturas, a criação de uma unidade militar e o reforço da atividade económica, com efeitos no comércio, nas escolas e no emprego.

Também o presidente da câmara de Alter do Chão considera que a chegada desta infraestrutura poderá trazer nova dinâmica ao concelho, marcado por baixa densidade populacional. O autarca acredita que o projeto contribuirá para melhorar serviços e atrair população.

Relativamente a eventuais preocupações ambientais, tanto o Governo como responsáveis militares desvalorizam riscos significativos. Garantem que as operações são pontuais, controladas e sujeitas a normas rigorosas, incluindo certificações ambientais já aplicadas no atual campo de tiro. Além disso, práticas como agricultura e pastorícia deverão manter-se compatíveis com a atividade militar.

O projeto envolve articulação entre o Ministério da Defesa e o das Infraestruturas, nomeadamente ao nível de acessos e habitação. Não foram ainda definidos prazos para a conclusão da obra nem a localização exata dentro do concelho, embora grande parte dos terrenos identificados seja de domínio público, o que poderá reduzir a necessidade de expropriações.