O rei dos Países Baixos, Willem-Alexander, realizou recentemente o seu último voo programado como co-piloto num Boeing 737 da KLM Royal Dutch Airlines (na imagem à direita), encerrando um capítulo de décadas da sua carreira na aviação comercial.
O monarca confirmou nas redes sociais que pilotou este modelo de avião pela última vez na semana passada. A companhia aérea neerlandesa encontra-se atualmente a retirar gradualmente os Boeing 737 da sua frota, no âmbito de um programa de renovação avaliado em cerca de sete mil milhões de euros. Os aparelhos serão substituídos pelo Airbus A321neo.
A carreira aérea do monarca começou muito antes de assumir o trono. Inicialmente, voou o Fokker 70 ao serviço da KLM Cityhopper, companhia regional do grupo KLM. Em 2017 concluiu a formação para operar o Boeing 737 e, desde então, participou regularmente em voos comerciais.
Durante estes anos, o soberano manteve uma atividade discreta como piloto, realizando em média cerca de três voos por mês. Para preservar a sua privacidade e evitar reconhecimento imediato pelos passageiros, utilizava o pseudónimo “Meneer van Buren”.
Ao longo do tempo passou pelo cockpit em inúmeras rotas europeias, transportando diferentes tipos de passageiros.
Apesar de ter terminado os voos com o Boeing 737, o rei não pretende abandonar a aviação. Está previsto que realize formação adicional para obter certificação no Airbus A321neo, o novo modelo que a KLM está a introduzir na sua frota.
Para além da aviação comercial, Willem-Alexander também pilota ocasionalmente o avião oficial do governo neerlandês, que é atualmente outro Boeing 737.
