A companhia aérea alemã Lufthansa prevê operar mais de metade dos voos programados durante a greve de pilotos convocada para esta semana, numa altura em que o setor da aviação enfrenta uma das crises mais profundas desde a pandemia.
A paralisação, convocada pelo sindicato Vereinigung Cockpit, deverá afetar voos de passageiros e de carga da Lufthansa com partida de aeroportos alemães esta quinta-feira e sexta-feira. A ação laboral insere-se num conflito com a companhia em torno do regime de pensões dos pilotos.
De acordo com a transportadora, será possível manter mais de 50% das ligações programadas, incluindo cerca de 60% dos voos de longo curso e 80% das operações de carga.
“Para a Lufthansa, é uma prioridade máxima transportar o maior número possível de passageiros para os seus destinos, apesar da convocação da greve”, afirmou Francesco Sciortino, responsável pelo hub da companhia em Frankfurt.
A subsidiária Lufthansa City Airlines deverá operar todos os voos previstos para os dois dias de greve. Já a Lufthansa CityLine GmbH, afetada na quinta-feira, prevê retomar praticamente todo o seu programa de voos na sexta-feira.
O sindicato estima que a paralisação possa levar ao cancelamento de cerca de 300 voos por dia. A organização acusa a companhia de recusar discutir melhorias substanciais no sistema de pensões dos pilotos.
A greve surge num momento particularmente sensível para a aviação internacional, marcado por forte instabilidade geopolítica. O conflito envolvendo o Irão tem provocado perturbações no tráfego aéreo, levando várias companhias a cancelar rotas ou a alterar trajetos para evitar determinadas regiões.
A Lufthansa, por exemplo, não está atualmente a operar voos para aeroportos como Tel Aviv, Dubai ou Abu Dhabi.
A transportadora classificou a greve como “incompreensível”, sobretudo tendo em conta o atual nível de incerteza geopolítica que afeta o setor da aviação.
