A Boeing entregou 51 aeronaves comerciais em fevereiro de 2026, o valor mais elevado para este mês desde 2018 e um aumento face às 46 entregas registadas em janeiro, de acordo com dados divulgados pela fabricante norte-americana.
A maior parte das entregas correspondeu ao Boeing 737 MAX, que continua a ser o principal pilar da produção da empresa. No total, foram entregues 43 unidades deste modelo, refletindo a forte procura das companhias aéreas por aeronaves de corredor único mais eficientes.
Apesar do aumento no ritmo de entregas, o programa Boeing 787 Dreamliner continua a enfrentar dificuldades relacionadas com a cadeia de fornecimento. Em particular, alguns aviões já concluídos estão a sofrer atrasos na entrega devido à indisponibilidade de assentos premium destinados às cabines de classe executiva e primeira classe, um problema que tem afetado vários fabricantes de interiores de cabine.
Paralelamente, a Boeing revelou também que identificou um problema em cablagens de alguns 737 MAX ainda por entregar, causado por pequenos danos ocorridos durante o processo de fabrico. A empresa indicou que esta situação poderá provocar atrasos pontuais nas entregas durante o primeiro trimestre, mas sublinhou que os aviões já em operação não são afetados.
As entregas de aeronaves representam um indicador financeiro fundamental para os fabricantes, uma vez que a maior parte do pagamento por cada avião é recebida apenas no momento da entrega ao cliente.
A Boeing procura atualmente aumentar gradualmente o ritmo de produção do 737 MAX, considerado essencial para a recuperação financeira da empresa, ao mesmo tempo que enfrenta desafios persistentes na cadeia de abastecimento global da indústria aeronáutica.
