A Rússia pretende acelerar o desenvolvimento da sua indústria aeronáutica com o objetivo de que 50% da frota da aviação civil do país seja composta por aeronaves de fabrico nacional até 2030.
A estratégia faz parte do plano do governo russo para reduzir a dependência de aviões da Airbus e da Boeing, num contexto marcado pelas sanções internacionais impostas após 2022, que dificultaram o acesso a aeronaves, peças e serviços de manutenção de fabricantes ocidentais.
Para alcançar esta meta, Moscovo aposta no desenvolvimento e produção de vários modelos nacionais. Entre os projetos prioritários estão o MC-21, destinado a competir com aviões de corredor único como o Airbus A320 e o Boeing 737, e o SJ-100, a nova versão do Sukhoi Superjet equipada com sistemas e motores desenvolvidos na Rússia.
O plano inclui ainda a produção de aeronaves como o Tu-214 e o Il-114-300, que deverão reforçar a frota das companhias aéreas russas nos próximos anos.
Um dos objetivos centrais do programa passa por substituir gradualmente componentes estrangeiros por sistemas produzidos internamente, após as restrições impostas ao fornecimento de tecnologia ocidental.
Apesar das ambições do governo, especialistas do setor apontam que a meta poderá enfrentar desafios, incluindo atrasos na produção, necessidade de certificação de novos sistemas e a complexidade de substituir rapidamente uma frota dominada por aeronaves ocidentais.
Ainda assim, o Kremlin considera o desenvolvimento de uma indústria aeronáutica independente como uma prioridade estratégica para garantir a autonomia do transporte aéreo russo no futuro.
