Wizz Air reviu em baixa as suas previsões financeiras para o ano fiscal que termina a 31 de março, devido ao impacto do conflito no Médio Oriente.
Anteriormente, a transportadora previa fechar o exercício com um resultado líquido entre um prejuízo de 25 milhões de euros e um lucro de 25 milhões. No entanto, a empresa estima agora um impacto negativo adicional de cerca de 50 milhões de euros relacionado com a crise na região.
Segundo a companhia, cerca de um terço desse impacto resulta da suspensão temporária de várias rotas para o Médio Oriente. A Wizz Air interrompeu voos para Israel, Dubai, Abu Dhabi e Amã pelo menos até meados de março. Apesar disso, a empresa pretende retomar as ligações para a Arábia Saudita a partir de 8 de março.
A transportadora indica que está a acompanhar de perto a evolução da situação e mantém contacto permanente com autoridades locais e internacionais, agências de segurança da aviação e entidades governamentais. A segurança continua a ser a principal prioridade da companhia, que admite ajustar o horário de voos consoante a evolução do conflito.
Além da suspensão de rotas, os restantes dois terços do impacto financeiro previsto estão relacionados com fatores macroeconómicos adversos, nomeadamente a subida do preço do combustível de aviação e a valorização do dólar norte-americano.
Apesar destes desafios, a Wizz Air registou um lucro líquido de 184 milhões de euros nos primeiros nove meses do exercício fiscal. Ainda assim, no terceiro trimestre isolado, a companhia apresentou um prejuízo de 139 milhões de euros.
A empresa assume que os atuais níveis de preços do combustível e das taxas de câmbio se manterão até ao final do ano fiscal de 2025-2026.
