O Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) contará este ano com um orçamento na ordem dos 50 milhões de euros, o que representa um acréscimo de cerca de seis milhões face a 2025. A informação foi divulgada esta segunda-feira, 2 de março, pelo Ministério da Administração Interna (MAI), durante a apresentação oficial do plano para a época de fogos.
Segundo o MAI, a dotação financeira destinada ao DECIR passou de aproximadamente 44 milhões de euros, no ano passado, para cerca de 50 milhões em 2026, traduzindo um reforço significativo do investimento na prevenção e no combate aos incêndios rurais.
Também a compensação diária atribuída aos bombeiros voluntários integrados no dispositivo foi atualizada. Em 2026, o valor fixado é de 84 euros por dia, mais nove euros do que em 2025. O ministério recorda que, em 2016, esse montante era de 45 euros, sublinhando o reconhecimento pelo papel essencial desempenhado pelos bombeiros no sistema de proteção civil.
Reforço de meios humanos e materiais
Durante o período mais crítico, entre 1 de julho e 30 de setembro, o dispositivo deverá atingir a sua capacidade máxima, com 15.149 operacionais, organizados em 2.596 equipas, apoiados por 3.463 viaturas e 76 meios aéreos. A estes somam-se dois helicópteros “Black Hawk” da Força Aérea e três aeronaves da AFOCELCA, elevando o total para 81 meios aéreos disponíveis.
Estarão igualmente operacionais 50 máquinas de rasto — o recurso terrestre que mais cresce este ano — representando um aumento de 24 unidades face a 2025.
O plano distingue ainda os meios que permanecem permanentemente empenhados no combate e aqueles que podem ser ativados no prazo de 24 horas, caso a situação o exija.
Comparação com 2025
No período homólogo do ano passado, estiveram destacados 15.028 operacionais, distribuídos por 2.574 equipas, com 3.418 veículos, 26 máquinas de rasto e um número de meios aéreos que não ultrapassou os 71, tendo mesmo descido abaixo dos 70 em determinados momentos devido a indisponibilidades técnicas.
Entidades envolvidas
O DECIR integra, maioritariamente, bombeiros voluntários, mas conta igualmente com elementos da Força Especial de Proteção Civil, militares da Unidade de Emergência de Proteção e Socorro (UEPS) da GNR, das Forças Armadas e do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), incluindo sapadores florestais e sapadores bombeiros, além de trabalhadores da AFOCELCA.
No total, estão previstos 11.409 bombeiros das associações humanitárias, podendo o dispositivo mobilizar até 21.623 operacionais, se necessário.
Fases de reforço
O primeiro aumento de meios está agendado para 15 de maio, prolongando-se até 31 desse mês, fase em que estarão mobilizados 11.851 operacionais, 2.017 equipas, 2.576 viaturas e 37 meios aéreos.
Segue-se novo reforço a 1 de junho e, posteriormente, a 1 de julho, momento em que o dispositivo atinge o seu pico de prontidão.
Entre 1 de junho e 30 de setembro estarão disponíveis 76 meios aéreos de combate e vigilância, incluindo helicópteros bombardeiros ligeiros, médios e pesados, aviões bombardeiros médios e pesados, aeronaves de reconhecimento, avaliação e coordenação, bem como sistemas de aeronaves não tripuladas.
