A Boeing registou uma recuperação significativa no quarto trimestre de 2025, regressando aos lucros graças a um forte aumento das entregas de aviões comerciais e a um ganho extraordinário resultante da venda do negócio de Digital Aviation Solutions.

No último trimestre do ano, as receitas subiram 57% em termos homólogos, para 23,9 mil milhões de dólares, apoiadas pela entrega de 160 aeronaves comerciais. O lucro por acção (GAAP) atingiu 10,23 dólares, impulsionado sobretudo por um ganho único de 9,6 mil milhões de dólares associado à alienação daquele negócio, o que permitiu à empresa gerar 1,3 mil milhões de dólares em fluxo de caixa operacional.

No conjunto de 2025, a Boeing alcançou receitas de 89,5 mil milhões de dólares e entregou 600 aviões comerciais, os valores anuais mais elevados desde 2018. A empresa voltou à rentabilidade, com um lucro líquido de 2,2 mil milhões de dólares, contrastando com o prejuízo significativo registado em 2024. A carteira total de encomendas cresceu para um máximo histórico de 682 mil milhões de dólares, incluindo mais de 6.100 aviões comerciais, reflectindo uma procura robusta em todos os segmentos de negócio.

A divisão de Aviões Comerciais apresentou uma melhoria acentuada, com as entregas a aumentarem 72% e as receitas 82% face ao ano anterior. Ainda assim, a unidade manteve resultados negativos, devido à continuação dos esforços de estabilização da produção e à absorção de custos relacionados com a aquisição da Spirit AeroSystems. Durante o trimestre, a Boeing avançou em programas-chave, incluindo o aumento das taxas de produção do 737, progressos na certificação do 737-10 e do 777X, e a estabilização da produção do 787.

Já o segmento de Defesa, Espaço & Segurança reduziu significativamente as perdas, beneficiando do aumento dos volumes, enquanto a área de Serviços Globais apresentou resultados excecionalmente fortes, impulsionados pela venda do negócio de Digital Aviation Solutions, e terminou o ano com encomendas e carteira em níveis recorde.

A Boeing encerrou 2025 com 29,4 mil milhões de dólares em caixa e investimentos e reafirmou o seu foco na estabilidade operacional, no progresso dos processos de certificação e na reconstrução da confiança, posicionando-se para dar continuidade à recuperação ao longo de 2026.