O sindicato minoritário UNAC confirmou que mantém o pré-aviso de greve dos tripulantes de cabine franceses da EasyJet para 1 de janeiro de 2026, apesar de o sindicato maioritário, SNPNC-FO, ter decidido suspender a paralisação após aceitar as propostas apresentadas pela administração. A greve poderá ter impacto em voos domésticos e europeus com partida de aeroportos franceses, em especial nos da região parisiense, nomeadamente Roissy–Charles de Gaulle e Paris-Orly.

Em comunicado, a UNAC refere que 64,2% dos tripulantes recusaram as medidas propostas pela empresa e alerta para uma “degradação acentuada das condições de trabalho”, caracterizada por horários instáveis, aumento da fadiga, níveis elevados de stress e situações de burnout. O sindicato considera que a falta de previsibilidade afeta negativamente a vida pessoal dos trabalhadores e acaba por gerar custos adicionais para a companhia, como ausências por doença e indemnizações a passageiros.

A UNAC assume como meta alcançar “zero descolagens” no dia de Ano Novo, admitindo o cancelamento de um volume significativo de voos caso a adesão seja elevada. Apesar de a decisão do SNPNC-FO poder atenuar o impacto global da greve, são esperadas perturbações, sobretudo nos primeiros voos do dia e em ligações que dependam de tripulações baseadas em França.

Até ao momento, a EasyJet não apresentou um plano de voos revisto, mas deverá recomendar aos passageiros que acompanhem o estado das suas ligações e poderá disponibilizar remarcações sem custos. No âmbito das negociações, a companhia comprometeu-se a implementar medidas destinadas a melhorar o dia a dia das tripulações, propostas que foram aceites pelo sindicato maioritário. Entretanto, companhias concorrentes como a Ryanair, a Aer Lingus e a Jet2 suspendem voos no dia de Natal, mantendo contudo uma operação praticamente normal a 1 de janeiro.