A Spirit Airlines assegurou um financiamento de emergência no valor de 100 milhões de dólares para garantir a continuidade das suas operações enquanto decorre o processo de reestruturação ao abrigo do Chapter 11 da lei de falências dos Estados Unidos.

O reforço de liquidez resulta de uma alteração ao acordo de financiamento debtor-in-possession (DIP), mecanismo que permite às empresas manterem a atividade durante processos de insolvência. Ao abrigo dos novos termos, a transportadora recebe 50 milhões de dólares de imediato para despesas operacionais correntes, ficando os restantes 50 milhões disponíveis mediante o avanço de um plano de reorganização ou de eventual venda da companhia.

A decisão surge num contexto de especulação crescente sobre o futuro da transportadora norte-americana de baixo custo. Na semana passada, surgiram rumores no setor de que a Spirit poderia suspender abruptamente as operações caso não cumprisse as condições associadas ao novo financiamento. A companhia rejeitou esses cenários, garantindo que os voos decorrem normalmente e que a operação se mantém estável.

Segundo a Spirit, os horários, as vendas de bilhetes e a atividade operacional não foram afetados pelo processo de proteção contra credores. Em comunicado, o CEO Dave Davis sublinhou que a empresa continua empenhada em oferecer opções de viagem acessíveis aos consumidores, incluindo durante o período de maior procura da época natalícia.

A empresa-mãe da Spirit apresentou o pedido de falência em agosto, pela segunda vez, citando redução das reservas de caixa e prejuízos acumulados. Desde então, a companhia avançou com um plano de contenção de custos que incluiu cortes de postos de trabalho, redução de rotas, saída de 14 aeroportos e rejeição de contratos de leasing de mais de 80 aeronaves. Recentemente, pilotos e tripulantes de cabine aprovaram novos acordos laborais destinados a apoiar a recuperação a longo prazo da transportadora.