O secretário de Estado das Infraestruturas classificou esta quarta-feira as demoras e os congestionamentos no controlo de fronteira do aeroporto de Lisboa como um “motivo de embaraço” para a infraestrutura, afirmando que, perante a incapacidade de resolver o problema de imediato, “só podemos pedir desculpa”.
As declarações foram feitas no decorrer de um debate integrado no 50.º congresso da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT), que decorre em Macau até 4 de dezembro.
Hugo Espírito Santo manifestou a sua insatisfação com a deterioração contínua da situação no aeroporto de Lisboa, agravada após a extinção do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras e, mais recentemente, com a implementação do novo sistema de controlo fronteiriço.
O governante sublinhou que estas dificuldades também se verificam noutros aeroportos, embora ressalve que “os problemas alheios não nos confortam”.
Assumiu igualmente que existe falta de agentes da Polícia de Segurança Pública e que o novo sistema enfrenta falhas e instabilidade tecnológica, resultando num processamento mais lento.
Para tentar ultrapassar estes constrangimentos, o secretário de Estado adiantou que o Governo, em articulação com a ANA, irá proceder a uma reformulação completa das áreas de partidas e chegadas.
“Está previsto um aumento de 30% do número de boxes nas partidas e de 70% das e-gates nas chegadas. A meta é atingir 42 slots até 2032”, afirmou.
