Está decorrer de 10 a 13 de novembro, em Lisboa, a edição de 2025 da Web Summit, considerada uma das maiores conferências tecnológicas do mundo. O evento volta a reunir milhares de empreendedores, investidores e especialistas, com a Inteligência Artificial a destacar-se como tema central.
Segundo Artur Pereira, country manager da Web Summit para Portugal e Brasil, “a IA é o principal foco deste ano”. O responsável explica que o evento conta com diversos oradores dedicados a explorar as potencialidades e os desafios desta tecnologia, que “terá impacto direto na vida profissional e pessoal das pessoas nos próximos anos”.
Tal como na edição anterior, a organização espera ultrapassar os 70 mil participantes, com cerca de 1.500 start-ups, 900 oradores e dois mil jornalistas. Embora os números se mantenham estáveis, a marca continua a expandir-se globalmente, com eventos no Rio de Janeiro, Doha e Vancouver.
No setor aeronáutico, a presença da Joby Aviation na Web Summit 2025 reforçou o peso crescente da aviação avançada no ecossistema tecnológico global. O diretor de produto da empresa, Eric Allison, vai apresentar os progressos da Joby no desenvolvimento de táxis aéreos elétricos, uma aposta que aproxima cada vez mais a mobilidade urbana do futuro. A intervenção destaca o compromisso da empresa em transformar a aviação pessoal num meio sustentável e acessível, apoiado em tecnologia de ponta. A participação da Joby no evento segue-se a marcos regulatórios importantes, como a aprovação da FAA para o seu modelo híbrido, e a demonstrações públicas de desempenho, nomeadamente durante o Grande Prémio dos Estados Unidos em Austin. No conjunto, estas iniciativas sublinham a ambição da Joby em liderar a transição para uma nova era de mobilidade aérea urbana, posicionando a empresa na vanguarda da inovação e da integração entre transporte e sustentabilidade.
Nos dias que antecederam o evento, a Web Summit alertou para a escassez de slots no aeroporto de Lisboa, o que poderia dificultar a chegada de jatos privados. Ainda assim, o responsável desvaloriza o problema: “A maioria dos participantes viaja em voos comerciais, por isso não há motivo de preocupação”.
Questionado sobre informações que apontam para aterragens em Espanha devido à falta de capacidade, Artur Pereira afirma não ter conhecimento desses casos e sublinha que “a sustentabilidade ambiental continua a ser uma prioridade para a Web Summit”.
