O primeiro-ministro reconheceu, esta segunda-feira, o silêncio do Governo relativamente ao novo aeroporto da região de Lisboa, em Alcochete, mas assegurou que o Executivo está a “comprimir prazos” para acelerar a sua concretização.
Sem adiantar prazos concretos, o Governo deixou em aberto a possibilidade de um arranque faseado das obras, começando por intervenções preliminares — como acessos rodoviários e trabalhos de preparação do terreno — antes da conclusão de todos os processos técnicos e administrativos.
A estratégia teria como objetivo mostrar resultados no terreno e responder à pressão crescente do setor do turismo, que reclama urgência no aumento da capacidade aeroportuária da região de Lisboa.
Durante a conferência do Dia Mundial do Turismo, organizada pela Confederação do Turismo de Portugal, o primeiro-ministro sublinhou que o Executivo prefere “menos anúncios e mais concretização”, afastando a ideia de sucessivas apresentações sem obra visível.
Ainda assim, esta aceleração poderá levantar questões jurídicas e financeiras, caso os procedimentos ambientais e comunitários não acompanhem o ritmo da execução.
O Governo garante, no entanto, que o novo aeroporto é um projeto prioritário e que está empenhado em avançar com a obra mais cedo do que o calendário oficial indicava até agora.
