A companhia de baixo custo Ryanair, anunciou nesta quinta-feira, dia 18 de setembro, a sua programação para o Inverno IATA 2025/26 para Portugal, com 121 rotas, incluindo quatro novas rotas – Porto-Gotemburgo (Suécia) e Varsóvia (Polónia), Faro-Cracóvia (Polónia) e Madeira-Shannon (Irlanda) –, frequências adicionais em mais de 30 rotas existentes a partir de aeroportos regionais, e a adição de duas aeronaves nos aeroportos da Madeira e de Faro, apoiando ainda mais o crescimento do tráfego regional.
“Infelizmente, não haverá qualquer crescimento da Ryanair em Lisboa neste Inverno devido às taxas excessivas e não competitivas da ANA e ao fracasso do monopólio aeroportuário em expandir a capacidade em Portela, o que impede o crescimento do tráfego, do turismo e do emprego em Lisboa”, refere a Ryanair em comunicado de imprensa. A companhia apela ao Governo português “para expandir urgentemente a capacidade de Portela, de forma a garantir a competitividade de Lisboa, e solicita ao monopólio ANA que melhore a sua competitividade reduzindo as suas taxas excessivas, abandonando ainda a absurda proposta de fazer com que os passageiros do Aeroporto de Portela (Lisboa) financiem o aeroporto de Alcochete, pagando taxas mais elevadas 12 anos antes de poderem utilizar o novo aeroporto”.
“A Ryanair continua a crescer noutros pontos de Portugal, com a expectativa de transportar 14 milhões de passageiros (+6%) em 2025, e apresentou ao Governo português planos ambiciosos para duplicar o tráfego para 28 milhões de passageiros por ano, com a base de mais 16 novas aeronaves Boeing MAX-10 (investimento de 1,6 mil milhões de dólares) e a criação de 500 novos empregos para pilotos, tripulação e técnicos portugueses até 2030. Este crescimento, no entanto, depende de o Governo aumentar a capacidade de Portela e da ANA reduzir as suas taxas excessivas – medidas que estimulam o crescimento do tráfego, do turismo e do emprego em toda a economia portuguesa”, diz ainda o comunicado.
