A KLM enfrenta uma onda de greves do seu pessoal de terra no aeroporto de Schiphol, em Amesterdão, organizadas pelos sindicatos FNV e CNV, que já provocaram o cancelamento de centenas de voos e aumentaram a tensão entre trabalhadores e administração.

Na quarta-feira, 18 de setembro, uma paralisação de quatro horas obrigou a companhia aérea a cancelar mais de 175 partidas e 90 chegadas, afetando dezenas de milhares de passageiros. Uma semana antes, uma greve mais curta, de apenas duas horas, já tinha levado ao cancelamento de mais de 100 voos, prejudicando cerca de 27 mil viajantes.

Os sindicatos alegam que os 14 mil funcionários de terra estão a perder poder de compra e acusam a empresa de favorecer os pilotos com benefícios adicionais. Perante o impasse, anunciaram novas ações: uma greve de seis horas no dia 24 de setembro (08h00–14h00) e outra de oito horas em 1 de outubro (06h00–14h00), deixando em aberto a possibilidade de intensificação dos protestos caso não seja alcançado um novo acordo laboral.

A KLM alerta que a repetição das greves, que já custaram milhões de euros à companhia, é “irresponsável e injustificada”, colocando em risco a estabilidade financeira e o futuro da empresa. Em resposta, os sindicatos afirmam que a administração não deixa alternativa aos trabalhadores, sublinhando que a insatisfação e a disponibilidade para novas greves estão a aumentar.