No passado dia 15 de agosto de 2025, a Joby Aviation entrou para a história ao realizar o primeiro voo de um táxi aéreo eléctrico (eVTOL) entre dois aeroportos públicos nos Estados Unidos.

A aeronave ligou Marina (OAR) a Monterey (MRY), na Califórnia, num percurso autorizado pela Federal Aviation Administration (FAA). Este marco reforça a posição da Joby como líder mundial no desenvolvimento deste tipo de aeronaves, que deverão integrar-se na aviação comercial já nos próximos anos.

Os eVTOL (Electric Vertical Take-Off and Landing) são aeronaves 100% eléctricas capazes de descolar e aterrar verticalmente, como helicópteros, mas que voam de forma mais eficiente e silenciosa. A sua missão é clara: oferecer uma alternativa sustentável, rápida e acessível para voos curtos em meio urbano, reduzindo a pressão sobre os transportes terrestres e os aeroportos tradicionais.

Na América Latina, a Embraer, através da subsidiária Eve Air Mobility, já assegurou mais de 2.800 pré-encomendas do seu eVTOL, que deverá transportar quatro passageiros e um piloto.

A entrada em serviço está prevista para 2026/2027, com forte aposta em parcerias na Europa, nos Estados Unidos e no Brasil. A Eve destaca-se por beneficiar da experiência e da rede global de suporte da Embraer, posicionando-se como uma das candidatas mais sólidas nesta corrida.

A Airbus avança com o CityAirbus NextGen, um eVTOL de quatro lugares com alcance de 80 km e velocidade de 120 km/h. Desenvolvido na Alemanha, o modelo deverá realizar os primeiros voos de ensaio em 2026, com entrada em serviço prevista até 2030. A fabricante europeia vê este projeto como parte do futuro da mobilidade urbana no continente, apoiado por programas de vertiportos e integração no espaço aéreo europeu.

Já a Boeing aposta numa via diferente, através da sua participação na Wisk Aero, que desenvolve um eVTOL totalmente autónomo, sem piloto a bordo. O modelo “Generation 6” terá capacidade para quatro passageiros e alcance de 140 km. Embora o conceito seja inovador, enfrenta maiores desafios de certificação. A meta da Boeing é lançar este serviço na próxima década, apostando fortemente na automação como fator diferenciador.

Com a Joby já a voar entre aeroportos, a Embraer a somar encomendas, a Airbus a preparar ensaios na Europa e a Boeing a investir em soluções autónomas, o mercado dos táxis aéreos eléctricos está a viver uma verdadeira corrida tecnológica e comercial.

Especialistas acreditam que, até ao final da década, cidades em todo o mundo poderão ver os primeiros serviços regulares de eVTOL, marcando uma nova era na mobilidade aérea.

Cascais–Tróia em apenas 15 minutos: o futuro da mobilidade aérea em Portugal:

Imagine sair de Cascais e, em apenas 15 minutos, aterrar na península de Tróia, sem enfrentar o trânsito da ponte, filas de ferry ou congestionamentos de verão. Este é o cenário que a mobilidade aérea urbana com eVTOL poderá trazer para Portugal já na próxima década.

Com capacidade media para quatro passageiros e um piloto, os táxis aéreos eléctricos poderiam transformar-se numa nova alternativa de mobilidade premium, reduzindo drasticamente os tempos de viagem e abrindo espaço para novos modelos de turismo e negócios em Portugal.