A Azul Linhas Aéreas anunciou o encerramento das suas operações em 14 cidades do Brasil, como parte de um processo contínuo de ajuste da rede de destinos e da reestruturação financeira em curso. A seleção das bases a serem descontinuadas considera fatores como os elevados custos operacionais — agravados pela crise global nas cadeias de abastecimento e pela valorização do dólar —, a disponibilidade limitada de frota e o contexto de reorganização da companhia, que se encontra em procedimento de recuperação judicial nos Estados Unidos (Chapter 11).

As localidades que deixam de ter voos da Azul são:

  • Crateús, São Benedito, Sobral, Iguatú (Ceará)
  • Campos (Rio de Janeiro)
  • Correia Pinto, Jaguaruna (Santa Catarina)
  • Mossoró (Rio Grande do Norte)
  • São Raimundo Nonato, Parnaíba (Piauí)
  • Rio Verde (Goiás)
  • Barreirinha (Maranhão)
  • Três Lagoas (Mato Grosso do Sul)
  • Ponta Grossa (Paraná)

Este movimento representa o culminar de uma série de cortes que começaram já no início do ano, com suspensões gradativas entre janeiro e março.

A Azul afirma que todos os passageiros afetados foram notificados antecipadamente e que receberam assistência, em conformidade com a Resolução 400 da ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil).

A companhia está a concentrar seus esforços operacionais nos três principais hubs: Viracopos (Campinas), Confins (Belo Horizonte) e Recife.