A Guiné-Bissau tem desde hoje um novo aeroporto, resultado de um investimento de 120 milhões de euros de uma empresa turca, que passa a explorar, por 40 anos, a principal porta de entrada do país.
O Governo de transição da Guiné-Bissau oficializou hoje a transferência da gestão comercial depois da execução de 90% da obra a cargo da empresa turca SUMMA, responsável por empreitadas aeroportuárias em vários países, nomeadamente da África Ocidental.
O contrato entre o Governo da Guiné-Bissau e a empresa turca foi assinado há três anos no modelo construir, operar e transferir e hoje foi entregue a concessão da gestão comercial à nova empresa turca criada para o efeito, a OVIA SARL (Osvaldo Vieira International Airport).
O primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Ilídio Vieira Té, e vários membros do Governo de transição, participaram na cerimónia, que incluiu uma visita guiada ao resultado da ampliação e modernização e o batismo do primeiro voo com as novas condições aeroportuárias.
A modernização do aeroporto “é o símbolo de uma Guiné-Bissau que se levanta, caminha e olha para o futuro com ambição”, disse o chefe do executivo, que lembrou, em declarações transmitidas pela imprensa local, as críticas, com razão, que o país enfrentou durante anos pelas condições da sua principal porta de entrada.
O primeiro-ministro disse acreditar que o novo aeroporto será “o motor que vai impulsionar o turismo” no país e afirmou que vai possibilitar a aterragem de aviões de grande porte na capital guineense.
“O novo aeroporto Internacional Osvaldo Vieira coloca a Guiné-Bissau no mapa dos grandes aeroportos do mundo”, destacou.
A nova aerogare conta com um terminal de passageiros moderno, equipado com máquinas de check-in, um tapete rolante de recolha de bagagens, uma escada rolante — a primeira no país – e câmaras de raio X.
O chefe do executivo disse que as obras de modernização vão continuar e adiantou que brevemente entrará em funcionamento uma nova torre de controlo de voos no aeroporto para substituir a existente desde 1955.
“Queremos que cada passageiro que aqui aterre sinta a hospitalidade guineense num ambiente seguro e moderno”, enfatizou Té, que agradeceu ao ex-Presidente guineense, Umaro Sissoco Embaló, “como a alma-matter” do projeto de modernização do aeroporto.
A empresa turca OVIA vai explorar o aeroporto durante 40 anos, de acordo com o modelo de contrato BOT (Build, Operate, Transfer — Construir, Operar e Transferir) em que assentou a empreitada de modernização e ampliação da infraestrutura aeroportuária.
O contrato prevê a construção da nova aerogare, hoje inaugurada, a modernização da antiga aerogare, que será transformada em escritórios de apoio, a modernização da pista de aterragem, criação de terminal de carga e instalação de sistemas modernos de segurança e controlo.
Com a modernização, e de acordo com o contrato, o aeroporto passa a ter capacidade estimada para um milhão de passageiros por ano, além de novas infraestruturas de segurança, inspeção e rastreio alinhadas com os padrões internacionais da Organização da Aviação Civil Internacional (OACI) e da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA).
