A Câmara Municipal de Cascais pretende concentrar o desenvolvimento do Aeródromo Municipal de Cascais na criação de um polo de conhecimento e inovação ligado à aviação e ao espaço, afastando a possibilidade de ampliar a pista ou avançar com a concessão da infraestrutura.
O presidente da autarquia, considera que a prioridade passa por qualificar e especializar a atividade do aeródromo, reforçando áreas como a formação aeronáutica, a manutenção e os serviços associados à aviação executiva, bem como o desenvolvimento tecnológico ligado ao setor.
No centro desta estratégia está o projeto NOVA Aerospace, desenvolvido em parceria com a Universidade Nova de Lisboa. A iniciativa pretende criar em Tires um ecossistema que reúna ensino universitário, formação técnica, investigação e empresas da indústria aeronáutica e espacial.
Para apoiar o projeto, o município disponibilizou um terreno com cerca de 20 hectares destinado à instalação de infraestruturas de ensino e investigação. O objetivo é transformar o aeródromo num polo universitário e tecnológico capaz de atrair investimento e gerar emprego qualificado.
A estratégia municipal surge após discussões anteriores sobre a eventual transferência de voos executivos do Aeroporto Humberto Delgado para Tires, cenário que implicaria obras de expansão na pista. No entanto, a atual liderança do município mantém a posição de não avançar com esse tipo de intervenção.
Além da componente académica, o projeto pretende também atrair empresas, startups e investidores ligados à aviação e ao setor espacial, reforçando o papel de Cascais no desenvolvimento do cluster aeronáutico em Portugal.
Quanto à eventual concessão do aeródromo a privados, o município indica que o processo chegou a ser preparado no passado, mas nunca avançou. A autarquia afirma estar agora focada sobretudo na consolidação do modelo de desenvolvimento ligado ao ensino, investigação e indústria.
