Aeroporto de Havana

Cuba deverá enfrentar escassez de combustível de aviação, pelo menos, até 10 de Abril, na sequência de mais um episódio que as autoridades classificam como violação do Direito Internacional por parte dos Estados Unidos, desta vez envolvendo a Venezuela — país que não aplica o embargo norte-americano imposto ao povo cubano.

As autoridades da aviação civil cubana emitiram um NOTAM dirigido a pilotos e controladores aéreos, informando sobre a indisponibilidade de combustível para aviação até à referida data, confirmando a falta de querosene Jet A1 nos aeroportos do país.

Perante esta situação, companhias aéreas e tripulações são obrigadas a ajustar o planeamento operacional, o que pode implicar o aumento da quantidade de combustível transportado desde o aeroporto de origem ou a realização de escalas técnicas noutros destinos para reabastecimento.

A Iberia e a Air Europa optaram por efectuar escalas na República Dominicana para abastecer, enquanto a Air France recorre às Bahamas para o mesmo efeito. Outras transportadoras decidiram cancelar ligações devido às dificuldades de abastecimento.

Entretanto, os Estados Unidos terão conduzido uma operação considerada ilegal à luz do Direito Internacional, envolvendo a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e da sua esposa, Cilia Flores, em território venezuelano. O episódio ocorre após alegados ataques a embarcações ao largo da Venezuela, sob a acusação de envolvimento em tráfico de estupefacientes.

A Venezuela figura entre os países que não aderem ao embargo imposto pelos Estados Unidos a Cuba desde a Revolução Cubana e a mudança de orientação política que se seguiu ao fim da ditadura de Fulgencio Batista, associada a interesses norte-americanos na ilha.