A TAP Air Portugal informou, no dia 1 de dezembro, a SPdH — anteriormente conhecida como Groundforce — de que iria avançar com a venda da sua participação de 49,9% na empresa de assistência em escala. A informação foi confirmada pelo presidente executivo da companhia aérea, Luís Rodrigues, à margem de um evento realizado na BTL.

Segundo o responsável, a administração da transportadora aérea cumpriu o que lhe competia ao comunicar formalmente, a partir de 1 de dezembro do ano passado, a intenção de alienar a sua posição acionista, acionando a opção de venda (put option) de que dispunha.

A SPdH, cuja maioria do capital (50,1%) é detida pela britânica Menzies Aviation, já tinha sido avisada a 1 de novembro sobre a intenção da TAP, tendo o direito de venda sido formalmente exercido um mês depois. Com este passo, a Menzies passa a estar obrigada a adquirir a totalidade dos 49,9% pertencentes à companhia portuguesa. De acordo com Luís Rodrigues, segue-se agora um trâmite administrativo considerado normal.

Entretanto, a SPdH ficou de fora do concurso para as novas licenças de assistência em escala nos aeroportos de Lisboa, Porto e Faro, que foram atribuídas ao consórcio espanhol Clece/South. O CEO da TAP reconheceu que a perda dessas licenças representou uma dificuldade adicional para a empresa, mas classificou a situação como um fator de perturbação no processo.

Sem essas autorizações, e encontrando-se ainda num processo de recuperação após insolvência, a SPdH vê o seu valor significativamente reduzido, uma vez que a continuidade das operações fica em risco.