A Etihad Airways apresentou resultados financeiros recorde em 2025, registando um crescimento de dois dígitos em praticamente todas as áreas do negócio. A companhia aérea sediada em Abu Dhabi alcançou receitas totais de 30,7 mil milhões de dirhams dos Emirados Árabes Unidos (cerca de 8,36 mil milhões de dólares), o que representa um aumento de 21% face ao exercício anterior.
A maior fatia das receitas — 25,8 mil milhões de dirhams (aproximadamente 7 mil milhões de dólares) — teve origem no transporte de passageiros, segmento que cresceu 24% em termos homólogos. Já a divisão de carga aérea, embora com um ritmo mais moderado, registou um crescimento sólido de 8%, atingindo 4,5 mil milhões de dirhams (cerca de 1,2 mil milhões de dólares).
O desempenho financeiro foi impulsionado pela expansão da capacidade operacional ao longo do ano. Em 2025, a Etihad aumentou a capacidade disponibilizada em 21%, integrou 29 novas aeronaves na sua frota — incluindo os primeiros Airbus A321LR — e inaugurou 16 novos destinos na sua rede. Paralelamente, a taxa de ocupação média dos voos subiu dois pontos percentuais, fixando-se nos 88,3%, com a transportadora a transportar um total de 22,4 milhões de passageiros durante o ano.
A combinação entre o aumento das receitas e a disciplina nos custos traduziu-se igualmente numa melhoria significativa da rentabilidade. O EBITDA cresceu 37% em termos anuais, para 6,3 mil milhões de dirhams (1,7 mil milhões de dólares), correspondendo a uma margem de 20%.
O lucro líquido após impostos registou um crescimento expressivo de 47%, atingindo 2,6 mil milhões de dirhams (698 milhões de dólares), o que representa uma margem de 8,4%. Estes números destacam-se no contexto do setor da aviação, que, segundo a própria companhia, apresenta habitualmente margens médias de rentabilidade líquida inferiores a 4%.
Este é o quarto ano consecutivo em que a Etihad Airways apresenta resultados positivos, consolidando a recuperação financeira após um período conturbado que teve início há mais de uma década e que se agravou durante a pandemia.
