A Air Canada apresentou os resultados financeiros referentes ao quarto trimestre e ao exercício completo de 2025, evidenciando um desempenho robusto, com máximos históricos ao nível das receitas e do lucro ajustado. A transportadora indicou ainda uma evolução bastante positiva das reservas para o início de 2026.

Nos últimos três meses de 2025, a receita operacional ascendeu a 5,77 mil milhões de dólares, enquanto o resultado operacional atingiu 324 milhões de dólares, correspondente a uma margem de 5,6%. O EBITDA ajustado fixou-se em 867 milhões de dólares (margem de 15%). O lucro líquido foi de 296 milhões de dólares, traduzindo-se num resultado diluído por ação de 1,00 dólar. O custo ajustado por assento-milha (CASM) situou-se nos 15,34 cêntimos. O fluxo de caixa líquido proveniente das atividades operacionais totalizou 423 milhões de dólares, ao passo que o fluxo de caixa livre apresentou um saldo negativo de 478 milhões de dólares.

No conjunto do ano, a companhia alcançou receitas de 22,37 mil milhões de dólares, um lucro operacional de 918 milhões (margem de 4,1%) e um EBITDA ajustado de 3,12 mil milhões (margem de 14%). O lucro líquido anualizou 644 milhões de dólares, com um resultado diluído por ação de 1,86 dólares. O CASM ajustado foi de 14,72 cêntimos.

O fluxo de caixa operacional líquido atingiu 3,66 mil milhões de dólares, enquanto o fluxo de caixa livre foi positivo em 747 milhões. A dívida de longo prazo, incluindo responsabilidades associadas a contratos de locação, totalizou 11,58 mil milhões de dólares, refletindo um rácio de alavancagem de 1,7 vezes.

Para o primeiro trimestre de 2026, a Air Canada prevê reforçar a capacidade operacional em cerca de 2,5% face ao período homólogo. Para o exercício completo, estima um crescimento das receitas entre 7,5% e 9,5%, uma margem de EBITDA ajustada situada entre 28,5% e 30,5% e uma margem operacional entre 15% e 17%.

As perspetivas financeiras assentam em pressupostos como um crescimento moderado do PIB do Canadá, uma taxa de câmbio média de 1,36 dólares canadianos por dólar norte-americano e um preço médio do combustível de aviação de 0,90 dólares canadianos por litro. A empresa anunciou igualmente a celebração de cartas de intenção para operações de sale-leaseback que poderão atingir até 2 mil milhões de dólares em 2026 e 2027.

O presidente e CEO, Michael Rousseau, sublinhou a solidez do modelo de negócio da companhia, destacando a aposta na fiabilidade operacional, na eficiência de custos e na geração de caixa, bem como o compromisso em criar valor sustentável para clientes, trabalhadores e acionistas.