Federal Aviation Administration (FAA) determinou que todas as companhias aéreas norte-americanas terão de certificar formalmente que os seus processos de recrutamento de pilotos são exclusivamente baseados no mérito, sob pena de enfrentarem investigações federais.
A medida foi anunciada após declarações do Secretário dos Transportes dos EUA, Sean Duffy, que referiu a necessidade de responder a alegações relacionadas com práticas de contratação baseadas em critérios de raça ou género.
Segundo a FAA, as transportadoras devem garantir que o recrutamento de pilotos cumpre rigorosamente critérios de qualificação, formação, experiência e licenciamento, assegurando “o mais elevado grau de segurança possível”.
Não existe, até ao momento, qualquer evidência de que companhias aéreas dos Estados Unidos estejam a empregar pilotos não qualificados.
A associação Airlines for America, que representa grandes operadores como a American Airlines, a Delta Air Lines, a United Airlines e a Southwest Airlines, afirmou que a segurança continuará a ser a principal prioridade do setor. O grupo sublinhou ainda que as companhias cumprem todas as regulamentações federais relativas a qualificações, formação e licenciamento.
A decisão surge num contexto político mais amplo nos Estados Unidos, marcado por revisões e alterações em programas relacionados com diversidade e inclusão no setor público e privado.
O setor da aviação acompanhará de perto a implementação desta diretiva, dado o impacto potencial nos processos de recrutamento e na governação corporativa das transportadoras norte-americanas.
