A Thai Airways vai retomar a ligação a Amesterdão pela primeira vez desde 1998, reforçando a sua rede europeia para 12 destinos. A companhia prevê iniciar voos diários sem escalas entre o Aeroporto de Banguecoque Suvarnabhumi e o Aeroporto de Amesterdão Schiphol a partir de 1 de julho.

A rota será operada com aeronaves Airbus A350-900. a transportadora dispõe de 23 A350-900 (321 lugares), além de seis A330-300, quatro Boeing 787-8 e quatro 787-9. Tem ainda encomendados 42 787-9 e seis 787-10.

Atualmente, a Thai serve 11 destinos europeus, incluindo dois voos diários para Frankfurt e Londres Heathrow, e frequências diárias para Bruxelas, Copenhaga, Istambul, Milão Malpensa, Munique, Oslo, Paris CDG, Estocolmo e Zurique.

De acordo com a OAG, a Thai oferece cerca de 59.600 lugares semanais (ida e volta) entre a Tailândia e a Europa, representando 24,9% da capacidade total do mercado — a maior quota entre as companhias. A Aeroflot surge em segundo lugar (incluindo a Rússia), com 12,4%, seguida da Turkish Airlines com 8,6%.

Na rota Banguecoque–Amesterdão, a Thai tornar-se-á o terceiro operador direto, juntando-se à KLM e à EVA Air. A KLM opera atualmente 11 voos semanais com Boeing 777-200ER e 777-300ER, detendo 78% da capacidade do mercado (cerca de 9.500 lugares semanais). A entrada da Thai deverá acrescentar aproximadamente 4.500 lugares semanais, elevando a oferta total para cerca de 14.000 lugares e garantindo à transportadora tailandesa uma quota estimada de 32%.

Dados da Sabre indicam que, nos 12 meses até junho de 2025, 41% do tráfego Amesterdão–Banguecoque foi ponto-a-ponto, enquanto 39,3% teve origem além de Schiphol, evidenciando o papel do aeroporto como hub europeu.