A decisão foi validada pelo Defence Acquisition Council (DAC), órgão responsável pela análise inicial de grandes projetos de defesa. Esta autorização, designada Acceptance of Necessity (AoN), permite dar início à fase de negociações comerciais e técnicas, não representando ainda a assinatura definitiva do contrato.
O reforço da frota insere-se na estratégia de modernização da Força Aérea Indiana (IAF), que procura aumentar a sua capacidade operacional num contexto geopolítico exigente na região do Indo-Pacífico. De acordo com os planos em análise, uma parte das aeronaves deverá ser entregue diretamente a partir de França, enquanto a maioria será produzida na Índia, no âmbito da política industrial “Make in India”, promovendo a produção local e a transferência de tecnologia.
Caso o acordo seja formalizado nos termos previstos, tratar-se-á de um dos maiores contratos de defesa da história recente do país, consolidando a presença do Rafale na frota indiana, depois da anterior aquisição de 36 unidades concluída em 2016.
O processo segue agora para as fases finais de negociação e aprovação governamental antes da eventual assinatura do contrato.
