A companhia aérea finlandesa Finnair obteve um lucro líquido de 18,4 milhões de euros em 2025, menos 50% face a 2024, devido à subida dos custos operacionais e a greves, informou hoje a empresa.
A Finnair faturou 3.106 milhões de euros em 2025, mais 1,9% do que no ano anterior, impulsionada pelo maior volume de passageiros e pelo aumento das receitas complementares.
A companhia aérea, cujo principal acionista é o Estado finlandês, obteve um lucro bruto de exploração (ebitda) de 403,7 milhões de euros, menos 16% em termos interanuais.
Apesar do aumento das vendas, o seu lucro operacional (ebit) diminuiu 43,7% em relação ao ano anterior, para 64,2 milhões de euros, devido principalmente ao efeito negativo das greves e ao aumento dos custos, que cresceram 4,3%.
Segundo a Finnair, as ações de protesto dos pilotos e do pessoal aeroportuário na primeira metade do ano obrigaram a companhia a cancelar cerca de 2.600 voos e reduziram o lucro operacional em 68 milhões de euros.
Apesar dos cancelamentos, a companhia aérea transportou 11,88 milhões de passageiros, um aumento de 2%, embora as suas receitas com a venda de bilhetes tenham crescido apenas 1,1%, para 2.446 milhões de euros.
A faturação por este conceito aumentou nos voos internacionais para a Europa, o seu principal mercado em termos de receitas, onde as vendas cresceram 4%, bem como na Ásia (+14,5%) e na América do Norte (+12%), enquanto diminuíram nas rotas nacionais e para o Médio Oriente.
Já o transporte de mercadorias faturou 205 milhões de euros, um recuo de duas décimas, após uma redução de 5,5% no volume total de carga transportada.
As receitas complementares aumentaram 10,3%, para 200,4 milhões de euros, impulsionadas pelo aumento dos pagamentos dos clientes por reservas antecipadas de lugares e por excesso de bagagem.
Para 2026, a Finnair espera que o tráfego aéreo global continue a crescer, embora tenha alertado para os riscos que os conflitos internacionais, a instabilidade geopolítica mundial e, especialmente, a ameaça de guerras comerciais representam para o seu ambiente operacional.
Apesar disso, a companhia aérea planeia aumentar a sua capacidade total em 5% durante o presente exercício e espera que a sua faturação anual cresça para situar-se entre 3.300 e 3.400 milhões de euros.
