Perante a escassez de frota, resultante das sanções internacionais e do aumento do tráfego de passageiros, as companhias aéreas russas estão a reintroduzir aeronaves mais antigas para assegurar a continuidade das operações.

De acordo com informação divulgada pela Rostec, até ao início de 2026 foram restauradas e entregues aos operadores 10 das 12 aeronaves de fabrico nacional previstas para regressar ao serviço. Entre os aparelhos reativados encontram-se nove Tupolev Tu-204, dois Ilyushin Il-96 e um Antonov An-148, sendo que a maioria destas aeronaves tem cerca de 30 anos de idade.

Paralelamente ao regresso de modelos de origem soviética, prossegue também a reativação de aeronaves de fabrico ocidental. A Rossiya Airlines voltou a operar Boeing 747 que pertenciam à extinta Transaero Airlines. Atualmente, duas destas aeronaves encontram-se em serviço comercial. Uma terceira, com 24 anos, foi restaurada em novembro de 2025, enquanto uma quarta deverá regressar à operação até 2027. Estes aviões tinham sido retirados de serviço durante a pandemia, quando a procura por viagens aéreas registou uma quebra acentuada.

Segundo dados da Rosaviatsia, em outubro de 2025 as companhias aéreas russas operavam 1.088 aeronaves de um total de 1.135 registadas. Apesar do esforço de recuperação da frota nacional, as aeronaves de fabrico estrangeiro continuavam a representar cerca de dois terços da frota em operação.

Neste contexto, a colocação em serviço de aeronaves mais antigas, mas operacionalmente fiáveis, é considerada uma medida essencial para manter a capacidade atual e responder ao crescimento do tráfego de passageiros, enquanto se aguarda a entrada em operação de novos modelos produzidos na Rússia.