A Menzies Aviation distribuiu na noite de segunda-feira, dia 19 de janeiro, mais uma nota de imprensa, em que são reproduzidas declarações de um porta-voz não identificado, que voltam a manifestar a discordância da empresa com a decisão da ANAC – Autoridade Nacional de Aviação Civil, em Portugal, de atribuir a exploração dos serviços de handling, nos aeroportos de Lisboa, Porto e Faro, nos próximos sete anos, ao consórcio constituído pelos os espanhóis da Clece/South ligados à Ibéria:

“Estamos profundamente dececionados com o desfecho do processo e discordamos de forma clara da avaliação efetuada e da decisão final. Continuamos convictos de que a nossa proposta representa o melhor valor global, assegurava a continuidade operacional e apresentava o menor nível de risco para o setor da aviação em Portugal. Encontramo-nos a trabalhar em estreita articulação com os nossos assessores jurídicos e tencionamos adotar todas as diligências que se revelem necessárias. A nossa prioridade mantém-se na continuidade da operação, na segurança e nas nossas pessoas em Portugal.

Caso a decisão agora comunicada venha a manter-se e o operador selecionado assuma as operações de assistência em escala, consideramos que o processo de transição será particularmente exigente. Entendemos que a substituição do atual prestador de serviços poderá ter impactos muito significativos no setor da aviação nacional e na economia, caso não estejam assegurados o conhecimento profundo do contexto local, a presença operacional e uma adequada compreensão da proposta de valor associada a estas operações.

Acresce que não existe clareza quanto à salvaguarda do atual Acordo de Empresa, negociado com os nossos trabalhadores e respetivas estruturas sindicais, por parte do novo operador, o que poderá colocar em risco a estabilidade laboral. O Acordo de Empresa não integrou o processo concursal, não tendo sido assumidos compromissos nesse âmbito pelo novo operador, o que gera incerteza entre os trabalhadores dos principais aeroportos do país. Atendendo aos prazos previstos para a transferência das operações e à complexidade das relações laborais inerentes ao setor, consideramos existir um risco elevado de perturbações operacionais.

A Menzies Aviation tem demonstrado um compromisso consistente e duradouro com Portugal, materializado em investimentos significativos e realizados de boa-fé desde a aquisição da SPdH, em 2024. Esses investimentos foram sustentados na convicção de que, a médio e longo prazo, seria possível elevar os padrões da assistência em escala, reforçar a segurança e a eficiência operacional e contribuir positivamente para o desenvolvimento do setor da aviação e da economia nacional.

Mantemo-nos firmemente comprometidos com as nossas pessoas, os nossos clientes e o futuro da aviação em Portugal. Contudo, este compromisso deverá ser acompanhado por processos de decisão transparentes, justos e previsíveis por parte das autoridades competentes. Na ausência de garantias de devido processo e de um enquadramento regulatório estável, a nossa capacidade, bem como a de outros investidores estrangeiros, para continuar a investir em Portugal ficará seriamente condicionada.”