A VINCI Airports concluiu a primeira fase do programa de modernização dos aeroportos de Cabo Verde e anunciou o arranque de um novo e abrangente plano de investimentos destinado a reforçar a capacidade aeroportuária em todo o arquipélago.
Com o encerramento da denominada Fase 1A, finalizada em 2025, a VINCI Airports, em parceria com a Cabo Verde Airports, deu início à Fase 1B, que prevê um investimento global de cerca de 142 milhões de euros ao longo dos próximos três anos. Este novo ciclo de desenvolvimento tem como objetivo ampliar terminais, criar novas áreas comerciais e introduzir melhorias operacionais relevantes, incluindo a extensão da pista do aeroporto da Boa Vista. As intervenções abrangerão os aeroportos do Sal, Praia, Boa Vista, São Vicente, São Filipe, São Nicolau e Maio, estando igualmente previstas novas infraestruturas de apoio, como unidades de tratamento de resíduos e de águas residuais.
A primeira etapa do programa de modernização, correspondente à Fase 1A, representou um investimento aproximado de 80 milhões de euros. Entre as principais obras realizadas destacam-se a reabilitação das pistas dos aeroportos do Sal e de São Nicolau, a modernização dos terminais e das áreas destinadas aos passageiros, a reorganização dos parques de estacionamento de aeronaves, a instalação de quiosques de check-in automático e a implementação de soluções avançadas de tecnologias de informação.
Em paralelo com as melhorias estruturais e operacionais, os aeroportos cabo-verdianos avançaram também em iniciativas ambientais alinhadas com a estratégia de sustentabilidade da VINCI Airports. Foram instaladas centrais solares nos aeroportos do Sal, Praia, Boa Vista e São Vicente, bem como sistemas de separação de óleos e a substituição da iluminação convencional por tecnologia LED em várias infraestruturas aeroportuárias.
Desde que assumiu a concessão dos aeroportos de Cabo Verde, em 2023, o grupo francês tem vindo a reforçar de forma significativa a conectividade aérea do país. Entre 2022 e 2025, o número de passageiros aumentou cerca de 60%, impulsionado sobretudo pela abertura de 35 novas rotas aéreas — 15 em 2024 e mais 20 em 2025. A aposta na captação de companhias aéreas de baixo custo contribuiu para a redução dos preços das viagens, o crescimento do turismo e a melhoria da mobilidade da diáspora cabo-verdiana.
