A Ryanair reagiu positivamente a três decisões do Tribunal Regional de Hamburgo, proferidas esta quinta-feira, 8 de janeiro, que concluem que a eDreams induziu consumidores em erro na forma como apresenta os seus preços.
De acordo com os acórdãos, a plataforma de reservas exibiu preços de lugares e de bagagem sem divulgar de forma clara as suas taxas adicionais, prática que o tribunal qualificou como enganosa por omissão. No caso da bagagem de porão, foi igualmente considerado que a eDreams foi enganadora quanto à taxa de serviço aplicada.
Os juízes analisaram ainda o serviço Prime, concluindo que as poupanças concretas anunciadas pela eDreams não podem ser efetivamente alcançadas pelos consumidores, o que configura uma representação incorreta dos benefícios do produto.
Para a Ryanair, estas decisões confirmam há muito aquilo que a companhia tem vindo a denunciar: a falta de transparência tarifária por parte da eDreams. A transportadora sublinha que esta prática distingue a plataforma da maioria das outras agências de viagens online, como Booking.com, Lastminute e Kiwi, que, segundo a companhia aérea, já adotaram padrões de preços claros e transparentes.
Em comunicado, Dara Brady, responsável comercial da Ryanair, afirmou que as decisões do tribunal reforçam a importância de garantir preços claros para os consumidores e acusou a eDreams de continuar a recolher tarifas da companhia aérea e a sobretaxar passageiros, apesar das objeções repetidas da transportadora.
