A Ryanair acusou vários prestadores europeus de controlo de tráfego aéreo (ATC) de terem provocado atrasos evitáveis a mais de 600 mil passageiros durante o período natalício, devido a escassez de pessoal e má gestão operacional.

Segundo a companhia aérea, entre 22 e 31 de dezembro, mais de 3.200 voos da Ryanair sofreram atrasos relacionados com ATC, afetando diretamente a mobilidade dos passageiros numa das épocas mais movimentadas do ano.

Os piores ATC do Natal, segundo a Ryanair:

Espanha: 1.098 voos atrasados | 197.640 passageiros

França: 999 voos atrasados | 179.820 passageiros

Portugal: 307 voos atrasados | 55.260 passageiros

Alemanha: 242 voos atrasados | 43.560 passageiros

A Ryanair considera “inaceitável” este volume de atrasos, sublinhando que muitos passageiros viajavam com famílias e crianças durante a quadra festiva.

A companhia volta a exigir uma reforma urgente do sistema europeu de controlo de tráfego aéreo, acusando a Comissão Europeia de inação face a problemas recorrentes. A crítica é dirigida diretamente à presidente da Comissão, Ursula von der Leyen, responsabilizada pela falta de medidas estruturais para garantir o direito à livre circulação dos cidadãos europeus.

O CEO da Ryanair, Eddie Wilson, afirmou que estes atrasos são totalmente evitáveis e resultam da incapacidade dos prestadores de ATC em planear adequadamente os recursos humanos nos períodos de maior procura.

A transportadora apela ainda aos passageiros afetados para pressionarem os respetivos governos nacionais e a Comissão Europeia, exigindo mudanças imediatas que permitam reduzir atrasos e cancelamentos no espaço aéreo europeu.