A Comissão Europeia aprovou um pacote de 167,8 milhões de euros em ajuda estatal francesa à companhia aérea Corsair, no âmbito das regras da União Europeia relativas aos auxílios de Estado.

O apoio aprovado inclui um perdão de 80 milhões de euros em empréstimos, anteriormente autorizados em dezembro de 2020, bem como 87,8 milhões de euros em financiamento adicional. A Corsair já tinha beneficiado, no passado, de empréstimos e ajudas compensatórias destinadas a mitigar os impactos causados pelos confinamentos e restrições às viagens durante a pandemia.

Em setembro de 2023, o Governo francês informou Bruxelas da necessidade de alterar o plano de reestruturação, face às dificuldades financeiras significativas enfrentadas pela transportadora. Na sequência dessa notificação, a Comissão Europeia abriu, a 5 de fevereiro de 2024, uma investigação aprofundada para avaliar se o plano revisto cumpria as regras comunitárias.

A avaliação incidiu sobre vários critérios, incluindo a existência de uma contribuição própria real e suficiente, sem recurso a auxílios públicos, a capacidade do plano para restabelecer a viabilidade financeira a longo prazo, a implementação de medidas compensatórias adequadas e o contributo para o desenvolvimento de uma atividade económica sustentável.

Após a investigação e a devolução com juros das ajudas concedidas entre 2021 e 2022, a Comissão Europeia concluiu que o plano de reestruturação revisto responde às preocupações identificadas e garante o regresso da Corsair à viabilidade a longo prazo até ao final do período de reestruturação.

Com base no Aeroporto de Paris-Orly, a Corsair opera voos de longo curso para destinos nas Caraíbas, como a Martinica, bem como para a Reunião e Mayotte, no oceano Índico. A companhia tem vindo a renovar a frota e opera atualmente nove Airbus A330neo.

Em dezembro de 2025, o CEO da Corsair, Pascal de Izaguirre, afirmou que os resultados mais recentes, com um lucro líquido de 15,2 milhões de euros, confirmam a relevância da estratégia de transformação da companhia, destacando a aposta na renovação da frota durante a crise da COVID-19.