Os sinais de alarme ecoam no importante setor do turismo em Portugal. Vários empresários e associações do setor vêm alertando o Governo para o impacto do caos que se tem vivido no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa.

Numa carta dirigida ao primeiro-ministro, Miguel Guedes de Sousa — marido de Paula Amorim, uma das principais proprietárias da Comporta, dona de marcas de luxo como o JNcQUOI e figura central da família Amorim, a mais rica do país — deixa um aviso claro: “A situação no Aeroporto de Lisboa ultrapassou claramente o aceitável. Não é um episódio pontual, é um colapso operacional continuado, com impacto imediato na economia, na imagem do país e na confiança de quem nos visita e investe”.

Na missiva, Miguel Guedes de Sousa sublinha os tempos de espera excessivos, que resultam em “passageiros exaustos, turistas indignados e operadores económicos em alerta máximo”. Destaca ainda o efeito dominó da situação: agências de viagens à beira do colapso, hotéis confrontados com cancelamentos, restaurantes e serviços a perderem clientes, e um país a ver posta em causa uma imagem construída ao longo de décadas. “Não podemos esperar mais um dia. Este é um momento que exige liderança direta, autoridade do Estado e decisão imediata”, conclui.

A espera no controlo de imigração do Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, ultrapassou em alguns períodos as sete horas de espera neste domingo, 28 de dezembro.