Com um prémio associado ao controlo e num processo de privatização disputado pelos três maiores grupos europeus da aviação, o Estado poderá arrecadar perto de mil milhões de euros com a alienação de 49,9% do capital. Ainda assim, limitações estruturais — como a incerteza em torno do aeroporto e a venda de uma participação minoritária — condicionam a valorização da companhia, que é estimada entre 1.455 milhões e 1.635 milhões de euros, apesar da avaliação realizada pela consultora EY e pelo Finantia não ter sido tornada pública.
O Governo espera anunciar, em julho de 2026, o vencedor do concurso, ao qual concorrem a Air France-KLM, a IAG e a Lufthansa. Uma das grandes incógnitas que permanece é o valor da companhia aérea de bandeira portuguesa. O ministro Miguel Pinto Luz tem evitado comentar o potencial encaixe financeiro da operação.
Com a pré-qualificação agora concluída, todas estas entidades cumprem os requisitos exigidos pelo Estado. O governo mandatou a Parpública convidar os interessados a apresentar propostas não vinculativas já a partir de 2 de janeiro de 2026.
