A Philippine Airlines (PAL) recebeu na tarde de sábado o seu primeiro Airbus A350-1000, tornando-se a operadora inaugural deste modelo no Sudeste Asiático.
A aeronave, que transportava vários dirigentes da companhia, descolou de Toulouse, em França, e aterrou no Aeroporto Internacional Ninoy Aquino (NAIA), em Manila, às 16h43 locais. À chegada, foi recebida com a tradicional saudação dos canhões de água, um ritual associado à boa sorte na aviação. Entre os passageiros do voo de entrega esteve Lucio Tan III, presidente da PAL Holdings Inc.
O A350-1000 da Philippine Airlines apresenta uma configuração de três classes — executiva, económica premium e económica — com capacidade para cerca de 382 passageiros. A transportadora já confirmou a encomenda de nove aeronaves deste modelo.
Está previsto que, até 2026, cinco A350-1000 sejam entregues à companhia, ficando as restantes unidades agendadas para 2027.
Carlos Luis Fernandez, vice-presidente executivo e director de operações da PAL, explicou que a selecção do A350-1000 se baseou na sua “capacidade de ajustar a oferta à procura, mantendo a flexibilidade operacional”. Segundo o responsável, estes aviões de última geração serão essenciais para responder ao crescimento do tráfego, tanto a nível regional como internacional.
O A350-1000 destaca-se igualmente pelo seu alcance, podendo operar voos de longo curso até cerca de 9.000 milhas náuticas (aproximadamente 16.700 quilómetros), o que permite eliminar escalas intermédias em várias rotas. Entre os destinos intercontinentais previstos pela PAL contam-se o Canadá e várias cidades dos Estados Unidos, como Los Angeles, Seattle e São Francisco, com início das operações planeado para o primeiro trimestre de 2026.
Para além dos novos A350-1000, a Philippine Airlines aguarda também a entrega de 13 aeronaves A321neo em 2026, destinadas a reforçar a operação regional com elevados padrões de conforto. A companhia sublinha ainda que estes modelos oferecem uma redução de cerca de 25% no consumo de combustível, resultado de melhorias aerodinâmicas e de motores mais eficientes, alinhando-se com a sua estratégia de eficiência operacional e sustentabilidade ambiental.
