A 19 de dezembro de 1997, a aviação comercial foi marcada por uma das suas tragédias mais enigmáticas. O voo MI185 da SilkAir, operado por um Boeing 737-300, despenhou-se no rio Musi, perto de Palembang, na ilha de Sumatra, na Indonésia.

A aeronave cumpria a rota Jacarta–Singapura quando, cerca das 16h37 (hora local), entrou subitamente numa descida abrupta e não controlada a partir de aproximadamente 35 mil pés. O avião fragmentou-se no impacto, não havendo qualquer pedido de socorro transmitido à torre de controlo.

O acidente provocou a morte de todas as 104 pessoas a bordo — 97 passageiros e 7 tripulantes — sem sobreviventes, tornando-se um dos mais graves envolvendo um Boeing 737 clássico.

A investigação revelou um cenário altamente controverso. As autoridades indonésias concluíram que a causa do acidente não pôde ser determinada, enquanto o National Transportation Safety Board (NTSB) dos Estados Unidos e investigadores australianos apontaram para a hipótese de um ato deliberado do comandante, sustentada pelo desligamento intencional dos gravadores de voo minutos antes da queda e pela ausência de falhas técnicas conclusivas.

Mais de duas décadas depois, o desastre do voo 185 da SilkAir permanece como um dos casos mais debatidos da história da aviação, influenciando discussões globais sobre segurança operacional, saúde mental dos pilotos e prevenção de riscos no cockpit.