A Agência Europeia para a Segurança da Aviação (EASA) determinou a realização de inspeções a 177 aeronaves da Airbus atualmente em serviço, bem como a 451 aparelhos ainda em diferentes fases de produção nas instalações do fabricante europeu. A decisão surge na sequência da identificação de uma “condição potencialmente insegura” relacionada com determinados painéis estruturais.
De acordo com a EASA, o problema diz respeito a painéis que combinam espessura incorreta com um histórico de reparações anteriores, o que pode comprometer os níveis de segurança exigidos. A diretiva de segurança era aguardada pelo setor e surge depois de a Airbus ter preparado as suas próprias instruções técnicas, agora formalizadas num calendário que define os prazos para a resolução da situação por parte das companhias aéreas.
Fontes da indústria indicam que, apesar da publicação da diretiva, algumas transportadoras continuam relutantes em aceitar novas entregas até que os painéis em causa sejam substituídos. Outras companhias terão optado por pressionar o fabricante no sentido de obter compensações financeiras ou melhorias nas condições de garantia.
A Airbus recusou comentar quaisquer discussões de natureza comercial. No início deste mês, o construtor aeronáutico reviu em baixa o seu objetivo de entregas para 2025, reduzindo-o em 4% para cerca de 790 aeronaves, depois de a falha nos painéis ter provocado atrasos nas entregas durante o mês de novembro.
Segundo fontes do setor, o ritmo de entregas manteve-se abaixo da média na primeira metade de dezembro, embora tenha acelerado nos últimos dias. A Airbus, conhecida por intensificar as entregas no final do ano, escusou-se a comentar os números antes da divulgação do balanço anual completo, prevista para 12 de janeiro.
