As autoridades venezuelanas decidiram retirar os direitos de tráfego aéreo a seis companhias: TAP, Iberia, Avianca, LATAM Colombia, Turkish Airlines e GOL.
Segundo o El País, o governo venezuelano alega que estas transportadoras teriam “colaborado com actos de terrorismo de Estado promovidos pelos Estados Unidos”.
As companhias Air Europa e Plus Ultra ficaram de fora desta medida e continuam autorizadas a operar no país.
A TAP já havia interrompido as ligações aéreas para a Venezuela no sábado, 22 de Novembro. A suspensão ocorreu após a Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA) ter emitido um aviso sobre potenciais riscos de segurança no espaço aéreo venezuelano — alerta que não mencionou os recentes ataques norte-americanos nas Caraíbas e no Pacífico contra embarcações alegadamente ligadas ao tráfico de droga, operações que resultaram em mais de 70 mortes e cujos fundamentos legais não foram esclarecidos, conforme noticiado pelo Público.
A FAA recomendou que as companhias adotassem medidas de precaução ao operar na Região de Informação de Voo de Maiquetia, devido ao agravamento das condições de segurança e ao aumento da atividade militar na Venezuela e áreas circundantes.
Segundo a entidade norte-americana, “as ameaças existentes podem constituir um risco para aeronaves em todas as altitudes, afetando não só os voos em sobrevoo, mas também fases de aproximação, descolagem, e operações em terra”.
