A companhia aérea Wizz Air registou um aumento de 25,8% no lucro operacional durante os primeiros seis meses do seu exercício financeiro, passando de 349,2 milhões de euros em 2024 para 439,2 milhões de euros em 2025.
Segundo o diretor executivo József Váradi, entre abril e setembro de 2025, a transportadora “tomou várias decisões estratégicas significativas” com o objetivo de reforçar a sua sustentabilidade a longo prazo. Entre as medidas destacam-se o encerramento da base de Abu Dhabi, a 1 de setembro de 2025, e o início do processo de encerramento da base de Viena, previsto para estar concluído até março de 2026.
“Estas ações refletem a nossa mudança de foco de locais de elevado custo para a abertura de novas bases em aeroportos mais económicos, como Bratislava, Tuzla, Podgorica, Erevan e Varsóvia (Modlin), o que permitirá poupanças operacionais no futuro”, explicou Váradi a 13 de novembro de 2025.
Outro ponto central da nova estratégia passa pela otimização do ritmo de entregas de aeronaves, com vista a manter um crescimento de capacidade mais sustentável, entre 10% e 12% ao ano. Em junho, a companhia previa uma expansão de cerca de 20% para o exercício de 2026.
Para alcançar esse objetivo, a Wizz Air adiou 88 entregas de aviões Airbus para a próxima década e vendeu três A321neo em 2025. Ainda assim, a transportadora sublinha que a sua carteira de encomendas, válida até 2033, continua a ser um ativo estratégico que garante crescimento estável e competitivo a longo prazo.
Durante o primeiro semestre, a receita total aumentou 9%, atingindo 3,3 mil milhões de euros, embora a companhia antecipe uma ligeira queda na receita por quilómetro por assento disponível na segunda metade do exercício fiscal e no total do ano de 2026. O lucro líquido cresceu 2,6%, para 323,5 milhões de euros. Após a divulgação dos resultados, as ações da Wizz Air subiram 16%, segundo a agência Reuters.
No que respeita à frota, a companhia continua a enfrentar desafios relacionados com os motores Pratt & Whitney GTF. Em 30 de setembro de 2025, a Wizz Air tinha 35 aeronaves imobilizadas devido a inspeções — uma melhoria face às 41 registadas no verão. Para o próximo exercício, a empresa espera reduzir o número de aeronaves afetadas para entre 25 e 30.
Nos seis meses em análise, a transportadora recebeu 16 novos Airbus A321neo, três A321neo XLR e retirou sete A320ceo, terminando o período com uma frota total de 243 aeronaves, incluindo 30 A320ceo, 41 A321ceo, 6 A320neo, 163 A321neo e 3 A321XLR.
De acordo com Váradi, os resultados “refletem o aumento da capacidade durante o verão e as melhorias operacionais e comerciais alcançadas”, com mais ações previstas para reforçar o desempenho nos próximos meses.
