A Embraer divulgou hoje os resultados do terceiro trimestre de 2025, indicando que a as estimativas para 2025 foram reiteradas. Na perspectiva operacional, a Aviação Comercial estima entregar entre 77 e 85 aeronaves, e a Aviação Executiva entre 145 e 155 aeronaves. Na perspectiva financeira, a construtora brasileira espera uma receita na faixa de 7 a 7,5 mil milhões de dólares, com uma margem EBIT ajustada entre 7,5% e 8,3%, e fluxo de caixa livre ajustado de 200 milhões milhões ou superior para o ano.
A S&P elevou a classificação de crédito da Embraer de “BBB-” para “BBB” (2 níveis acima do grau de investimento. E a Fitch Ratings e a Moody’s reviram a perspectiva da companhia de estável para positiva (ratings “BBB-” e “Baa3”, ou 1 nível acima do grau de investimento).
As receitas totalizaram 10,9 mil milhões de reais no terceiro trimestre – um recorde histórico para o período e +15,8% na comparação anual (3T25 x 3T24). Destaques para as receitas de Aviação Comercial e Defesa & Segurança, com crescimento de +27,5% e +23,8% ano contra ano.
O EBIT ajustado atingiu 927,2 mil milhões de reais com margem de +8,5% no 3T25 (+17,6% no 3T24 e +8,7% excluindo acordo com a Boeing). As tarifas de importação dos EUA totalizaram US$17 milhões no trimestre (85 pontos base), e US$27 milhões no acumulado do ano.
O fluxo de caixa livre ajustado sem a EVE foi de 1,6 mil milhões durante o 3T25, devido ao maior número de aeronaves entregues e à redução do Contas a receber de clientes.
A Embraer entregou 62 aeronaves no 3T25, sendo 20 jatos comerciais (13 E2s e 7 E1s) e 41 jatos executivos (23 leves e 18 médios), enquanto Defesa & Segurança entregou 1 (KC-390 Millennium); +5% acima das 59 aeronaves entregues no ano anterior.
