A Swiss International Air Lines (SWISS) registou um resultado operacional de 411 milhões de francos suíços (CHF) nos primeiros nove meses de 2025, o que representa uma queda de 19% face ao mesmo período do ano anterior. As receitas mantiveram-se estáveis em 4,2 mil milhões de francos suíços, mas a companhia enfrenta um contexto de custos crescentes e procura em abrandamento, sobretudo nas rotas para a América do Norte, o seu principal mercado.

“Estamos a lidar com custos mais altos e uma procura mais fraca, especialmente na classe Económica nas rotas para os EUA, onde tivemos de reduzir tarifas”, afirmou o CFO Dennis Weber.

A transportadora foi ainda afetada pela escassez de motores e pilotos, o que limitou a expansão da oferta. Entre janeiro e setembro, a SWISS transportou 14 milhões de passageiros (+0,8%) e aumentou a capacidade apenas 1,7%.

Apesar das dificuldades, a companhia melhorou a pontualidade, com 68,1% dos voos a partir à hora prevista, mais 5,3 pontos percentuais do que em 2024, e reduziu quase para metade os cancelamentos de última hora, reforçando a fiabilidade da operação.

O terceiro trimestre, habitualmente o mais forte, também refletiu as pressões do mercado: o EBIT caiu 10%, para CHF 216 milhões, com receitas de CHF 1,48 mil milhões (-5,2%).

No quarto trimestre, a SWISS iniciou uma nova fase com a chegada do primeiro Airbus A350, equipado com a cabine “SWISS Senses”, que define novos padrões de conforto e tecnologia. Segundo o CEO Jens Fehlinger, 2026 será um ano de transição, mas a empresa prevê melhorias significativas a partir de 2027.