A Aerolíneas Argentinas decidiu imobilizar temporariamente oito aeronaves Boeing 737-800, após um voo entre o Aeroparque Jorge Newbery e Córdoba ter sofrido uma falha no motor esquerdo, obrigando a uma aterragem de emergência no Aeroporto Internacional de Ezeiza, na passada quarta-feira.

Os aparelhos afetados — com as matrículas LV-FQY, LV-FQZ, LV-FSK, LV-FUA, LV-FUB, LV-FUC, LV-FVM e LV-FVO — representam quase 10% da frota total da transportadora e estão equipados com motores CFM International do mesmo modelo e lote de peças associados a quatro incidentes recentes.

Em comunicado, a companhia aérea afirmou que todos os motores cumprem as normas de inspeção do fabricante, mas reconheceu um padrão de falhas relacionadas com este tipo específico de motor. A CFM International, uma joint venture entre a GE e a Snecma, foi solicitada a realizar uma revisão técnica antes do regresso das aeronaves ao serviço.

“Esta suspensão preventiva reflete o nosso compromisso inabalável com a segurança operacional”, declarou a Aerolíneas Argentinas, sublinhando a sua conformidade com os padrões de segurança da IATA (IOSA – IATA Operational Safety Audit).

O Sindicato dos Pilotos (APLA) criticou a administração, alegando uma “alarmante falta de supervisão” e avisou que os pilotos se recusarão a operar os aviões afetados até existir um plano de mitigação. Já a Associação dos Técnicos (APTA) atribuiu o problema a possíveis defeitos globais nas pás dos motores, sugerindo que poderá ser necessária a substituição antecipada de algumas unidades.

Apesar da imobilização, a companhia prevê perturbações limitadas devido à época baixa de viagens, embora admita possíveis ajustes na programação de voos.

O incidente mais recente envolveu o Boeing 737-800 com matrícula LV-FSK, cujo motor explodiu durante a descolagem do Aeroparque. A tripulação seguiu todos os procedimentos de segurança e conseguiu aterrar em segurança em Ezeiza, sem feridos a bordo.

Este é já o quarto incidente relacionado com motores na frota de Boeing 737-800 da Aerolíneas Argentinas no último ano, aumentando a vigilância das autoridades de aviação e das estruturas sindicais internas.